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Adriano Ávila

Belo Horizonte (MG)
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Pericles Augusto Rocha de Toledo
Comentário · há 13 anos
Significado do "crescimento oriental": A mão de obra é semi escrava, o empresário só tem seu suor remunerado quando o negócio é feito fora da China e portanto de acordo com as leis de outro país, mas há limite para criar negócio fora da China. Além dos tributos pagos ao país onde está o "negócio Chines" o empresário ainda é obrigado a enviar altos impostos a China. Ainda assim vale a pena ter a liberdade da democracia nesse outro país do que morar na China.
Baseado na semi escravidão é muito fácil tornar um país próspero (o país mas não o povo). Mas há países muito prósperos e o povo também onde não ha comunismo como: Noruega, Suíça, Alemanha, Canadá e muitos outros. Portanto, não adianta defender esse sistema político da falta da liberdade para o povo (mas não para os dirigentes), a não ser que se seja um "dirigente". Defender, sendo do povo, é ser "inocente útil". Outro problema que a "divina China" não enfrenta é a "imigração" porque ninguém está interessado em imigrar para a China, nem mesmo dominando suficientemente o idioma pois não se vai a "internar" em Alcatraz de "livre e espontânea vontade". Já os países em que o povo é próspero (e não somente o país) enfrenta a sanha dos imigrantes empobrecidos de outros países e que, muita vezes, ilegalmente, vem formar a miséria e a violência nos países ocidentais prósperos. Esses não querem ir pra Cuba, nem China, nem Albânia, nada disso...A "divina china" não padece desse mal...Ninguém quer imigrar para países comunistas e perder a liberdade em todos os sentidos, inclusive de expressão..
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Luiz Otávio Rujner Guimarães, Analista de Tecnologia da Informação
Luiz Otávio Rujner Guimarães
Comentário · há 13 anos
Embora o texto do Prof. Luiz Flávio, aborde temas nevrálgicos da realidade brasileira, ao aludir ao crescimento econômico da China de forma tão empolgante, se esqueceu de observar com mais cuidado as bases de tal crescimento. Ora, ao referir-se a frase: "“Não importa a cor do gato, desde que ele cace o rato”: com essa frase o líder chinês Deng Xiaoping justificava os benefícios da abertura econômica da China na década de 70..." , fazendo uma analogia pessoal (e posso estar errado), sabendo que para bom entendedor pingo é i, a tradução seria: "os fins justificam os meios" , como muito bem lembrou André Bastos ao encerrar seu comentário, "A que preço cresce a China ?". E me permito ao direito de lembrar ao autor deste artigo que a China cresce não somente ao custo de uma mão de obra que goza de pouquíssimos direitos trabalhistas, cresce também ao custo de uma concorrência desleal com outros países do mundo, pois, ao ofertar trabalhadores a um custo baixíssimo fez com que muitas empresas, inclusive brasileiras (http://www.pbc-china.com/pt-br/Diretório), investissem em unidades fabris naquele país para aumentarem competitividade e quiça os lucros, ou seja, deve valer muito a pena correr tal risco. Deste modo, os recursos que poderiam estar sendo investidos nos países de origem destas empresas estão migrando para China, para gerar empregos e dividendos lá, legando muito pouco ou quase nada ao país de onde procede.
Existem outros aspectos perturbadores na economia asiática, não somente a chinesa, a desvalorização forçada das moedas locais para favorecer as exportações e favorecer a balança comercial destes países tem preocupado o FMI e a OMC. Assim como iuan, o iene e o won também tem sido objeto de atenção quanto aos seus valores frente ao dólar e ao restante das moedas do mundo, essas diferenças cambiais tem alavancado de forma injusta as exportações de vários países asiáticos, conferindo uma competitividade maior aos seus produtos.
Este comentário sequer chega a riscar a superfície deste assunto, tal sua complexidade. Temos que reconhecer o sucesso econômico deste países e seus laureados progressos na saúde e na educação, no entanto, fazê-lo às custas do liberalismo econômico e de um aviltante capitalismo selvagem, chamado internacionalização, que não dá. Essa prática não é sustentável. Não sei quando, mas em algum momento haverá um colapso dessa estrutura econômica.

Para provocar, deixo outra pergunta no ar.

Até quando as economias dos países do mundo vão suportar isso?
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